quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Igreja do Real Convento das Servas

Templo do século XVI que ocupa toda a toda a zona oriental de um grande bloco monástico (antigamente habitado por freiras franciscanas de Santa Clara) que inclui um claustro de grandes dimensões, um dos maiores do país.
Quando o convento foi fundado, em 1606, a Igreja já existia.
Imenso e sóbrio pavilhão oblongo, de alvenaria caiada de branco, ao gosto alentejano.O interior é composto por nave de planta rectangular coberta por altar abóbada de meio canhão completamente decorado com pinturas e fechada por empenas revestidas com ricos azulejos policromados dos meados do século XVII. de uma nudez impressionante e austera, a nave é apenas iluminada através das duas janelas e portadas.
A Igreja dispõe de dois coros: o coro de baixo, disposto em ampla casa de planta rectangular e o coro alto de proporções idênticas ao anterior, excepcionalmente elevado com tecto redondo e liso. Este último foi despojado de quase todos os seus pertences sumptuários. Dispõe ainda de uma torre sineira, que possui uma vista particularmente privilegiada sobre a vila de Borba. Partilha o adro com a Capela da ordem terceira de S. Francisco (também conhecida como a Capela do Senhor Jesus dos Aflitos).
A Igreja do Real Convento das Servas foi classificada como Imóvel de Interesse Público segundo o D.L. n.º 33587 de 27/03/1944.
Fruto de uma parceria estabelecida entre o Município de Borba e as Paróquias de Borba, a Igreja do Real Convento das Servas foi recuperada de forma a atribuir ao edifício um programa funcional que o dinamize e dignifique. O edifício, que se encontrava encerrado e devoluto, possui uma volumetria relevante que se destaca na envolvente urbana em que se insere, em conjugação com o convento, apresenta uma expressão nobre. O projecto elaborado propõe duas funções distintas para o imóvel, com a criação de um auditório, aproveitando a nave da Igreja em face da acústica que possui, e a sacristia que funcionará como espaço de apoio, um Museu das Profissões e sala de exposições, a instalar respectivamente no coro baixo e alto.
A intervenção (primeira fase já concluída) decorreu neste Verão e manteve a memória arquitectónica e histórica do imóvel, utilizando materiais similares aos originais, incluindo a substituição da estrutura da cobertura da Torre Sineira.

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